(Rotina)
O que eu faço antes de abrir o Figma
O Beethoven contava 60 grãos de café por xícara antes de compor. A minha manhã também tem uma ordem, e cada ideia passa por um caderno antes do Figma.
Mateus CremonDesigner, Cremon Studio · 2 min de leitura
O Beethoven acordava com o dia clareando e não demorava pra começar. Antes, ele mesmo passava o café, com sessenta grãos por xícara, muitas vezes contados um por um. Daí sentava na mesa e compunha até as 2 ou 3 da tarde.


Isso tá no Daily Rituals, livro em que o Mason Currey juntou a rotina de 161 nomes famosos. Tem o Hemingway, que escrevia em pé, e tem a coreógrafa Twyla Tharp, que contou a dela no livro The Creative Habit, de 2003.
O táxi da Twyla Tharp
Ela acorda às 5h30, veste a roupa de treino, sai de casa, em Manhattan, chama um táxi e vai pra academia, onde treina por duas horas.
Pra ela, o ritual é entrar no táxi, e o treino vem depois. No momento em que ela diz pro motorista aonde ir, o ritual tá feito. Como o gesto é sempre igual, fica fácil repetir e cai a chance de ela pular o treino. É uma coisa a menos pra pensar logo cedo.
The Creative Habit (Simon & Schuster, 2003).
A minha ordem
Eu acho que todo mundo que trabalha de casa tem um táxi, mesmo sem perceber. Pode ser abrir a janela, pode ser a mesma playlist de sempre. O meu escritório fica aqui em casa, e o meu táxi é uma xícara de café.
Acordo entre 6h e 6h30, tomo banho e arrumo a mesa. Dou uma mexida no celular, só uma mexida, e faço a minha oração.

Por último vem o café. É ele que avisa que o dia de trabalho começou.
O caderno
Com cada ideia nova eu também tenho uma ordem. Antes de ir pro computador, eu rabisco a ideia num caderno de pauta, de folha cor de areia.
Depois é Figma, a minha música e trabalho até o fim do dia. Primeiro a xícara, depois o caderno, e o Figma é a última coisa que eu abro.